CVEsafe — Documentação
Tudo sobre o CVEsafe: como a plataforma é construída, como usá-la passo a passo e a explicação técnica de cada funcionalidade. Disponível também em inglês e espanhol.
Comece em 60 segundos: crie a conta e verifique o e-mail → adicione um alvo (site/host/CIDR/API) → clique em Rodar verificação, escolha um nível (Rápido / Padrão / Profundo) → acompanhe o resultado e a nota de risco. Para a rede interna, instale um agente primeiro. Detalhes em Primeiros passos.
Visão geral
O CVEsafe é uma plataforma de gestão de vulnerabilidades multi-tenant. Você informa um ativo (site, host, faixa de rede ou API); a plataforma descobre o resto da superfície, roda as engines certas, correlaciona cada achado com seu CVE e contexto de exploração (EPSS/KEV), prioriza o que realmente importa e leva a correção para o seu fluxo de trabalho (ServiceNow, webhooks, relatórios).
Há dois modos de cobertura:
- Sem agente (externo): ativos públicos são escaneados a partir da infraestrutura do CVEsafe.
- Com agente (interno/LAN): um agente leve instalado na sua rede escaneia ativos internos que o scanner público não alcança, faz inventário da LAN e audita a postura das máquinas.
Arquitetura e camadas do software
O CVEsafe é composto pelas seguintes camadas:
O que cada camada faz
- Frontend — a aplicação web (painel, Command Center, alvos, scans, issues, postura, agentes, descoberta da LAN, integrações). Totalmente internacionalizada (PT/EN/ES).
- API (FastAPI) — autenticação (JWT + MFA TOTP), isolamento multi-tenant por organização, permissões (RBAC), cotas de scan por plano e todos os endpoints de negócio. Cada organização só enxerga os próprios dados.
- Fila + Workers (Celery/Redis) — scans rodam de forma assíncrona. As filas são separadas (
scans,email,sms,maintenance) para que um acúmulo em uma não trave as outras. Há um worker dedicado a scans e um worker leve para tarefas auxiliares; é possível escalar horizontalmente adicionando nós de worker. - Agendador (beat) — dispara scans agendados, enriquece as issues com EPSS/KEV periodicamente e sincroniza o estado do ServiceNow.
- Engines — ferramentas de mercado orquestradas: ZAP (daemon via API REST), Nmap, Nuclei, SSLyze e OpenVAS. Cada achado vira uma Finding.
- Banco (PostgreSQL) — armazena alvos, scans, findings, issues (de-duplicadas), inventário da LAN, integrações e configurações. Credenciais sensíveis (ServiceNow, auth de alvo) são guardadas criptografadas.
- Agentes — processos leves nas máquinas do cliente que reivindicam e executam scans de alvos internos, fazem descoberta/inventário da LAN, auditoria SNMP e auditoria de postura do próprio host. Só o resultado sobe — atualizam-se sozinhos.
- Integrações — abrem incidents no ServiceNow (com sincronização nos dois sentidos) e disparam webhooks assinados (HMAC) para qualquer endpoint.
Conceitos
| Termo | Significado |
|---|---|
| Organização | Tenant. Tudo (alvos, scans, equipe, integrações) pertence a uma organização. |
| Alvo (Target) | Um ativo escaneável: site, host/IP, faixa CIDR ou API. Cada alvo nasce com uma declaração de propriedade. |
| Grupo | Agrupa alvos (por ambiente, time, app) com nota de risco agregada. |
| Scan | Uma execução de uma engine contra um alvo. |
| Finding | Uma observação de um scan. |
| Issue | A vulnerabilidade de-duplicada e com estado (o "que corrigir"), que agrupa findings ao longo do tempo. |
| Agente | Software instalado na rede do cliente para scans internos. |
Primeiros passos
Crie a conta e verifique o e-mail
Cadastre-se em app.cvesafe.com. A verificação de e-mail é obrigatória antes de rodar qualquer scan.
Crie um grupo
Organize seus ativos por ambiente, time ou aplicação. Cada grupo acompanha uma nota de risco agregada.
Adicione um alvo
Registre um site, host, CIDR ou API que você possui. Você confirma a propriedade do ativo (registro de consentimento para auditoria). Para um domínio, a plataforma mapeia os subdomínios automaticamente.
Rode um scan
Escolha um preset (Rápido / Padrão / Profundo) ou selecione as engines manualmente e inicie. Para alvos internos, instale antes um agente (veja Agente local).
Acompanhe e corrija
O resultado chega com nota de risco e um relatório por e-mail. As vulnerabilidades sobem para Issues, onde você prioriza, atribui responsável e acompanha até a correção.
Grupos e alvos
Tipos de alvo:
| Tipo | Exemplo | Uso |
|---|---|---|
website | https://example.com | Apps web (testes web, CVEs, TLS, subdomínios). |
host | scanme.example.com | Um host/IP (portas/serviços, vulnerabilidades de rede). |
cidr | 10.0.0.0/24 | Faixa de rede (portas/serviços, descoberta de LAN). |
api | https://api.example.com | APIs (testes web, CVEs). |
Um alvo pode ser externo (escaneado pela infra do CVEsafe) ou interno (marcado como interno e fixado a um agente, escaneado de dentro da sua rede).
Verificações (o que você escolhe)
Você não escolhe uma ferramenta — escolhe o que verificar. Cada verificação é entregue pela nossa suíte orquestrada (um detalhe de implementação). Selecione só o que precisa, parte do que precisa, ou tudo de uma vez.
| Verificação | O que faz |
|---|---|
| Descoberta de portas e serviços (TCP) | Encontra portas TCP abertas e o serviço/versão de cada uma — sua superfície exposta. Variações: top 100, TCP completo, UDP. |
| Detecção de CVE por serviço/versão | Casa os serviços e versões detectados com CVEs conhecidos (com CVSS). |
| Testes de vulnerabilidade de rede (NVTs) | Dezenas de milhares de checagens de rede mapeadas para CVEs. |
| CVEs conhecidos & misconfigurations | Assinaturas para CVEs conhecidos, painéis admin expostos, credenciais padrão e fingerprint de tecnologia. |
| Análise passiva web | Cabeçalhos de segurança ausentes, cookies inseguros, vazamento de informação — sem atacar (seguro em produção). |
| Teste ativo web (SQLi, XSS, traversal) | Envia requisições controladas para confirmar injeção SQL, XSS, command injection e path traversal. |
| Validação de certificado TLS | Validade, emissor, hostname, autoassinado e problemas de cadeia. |
| Protocolos e cifras TLS fracos | TLS 1.0/1.1, RC4, Diffie-Hellman fraco e cripto obsoleta. |
| Heartbleed / ROBOT | Checagens específicas de falhas TLS conhecidas. |
| Mapeamento de subdomínios | Enumera a superfície externa via Certificate Transparency + DNS. |
Cada verificação corresponde a um módulo da suíte; você combina as que quiser numa única execução. No agente, há ainda lan_discovery, host_audit e snmp_audit (veja as seções de Agente).
Scans autenticados
Para encontrar vulnerabilidades atrás de login, configure uma credencial no alvo. Em Alvos → botão "Auth" (sites e APIs), escolha o tipo:
- Bearer token — injeta
Authorization: Bearer <token>. - Cabeçalho personalizado — ex.:
X-API-Key: <valor>. - Cookie de sessão — injeta
Cookie: .... - Basic auth — usuário e senha (vira
Authorization: Basic ...).
A credencial é guardada criptografada e, no scan, o motor de teste web a injeta nas requisições restrita ao host daquele alvo (segura mesmo com scans simultâneos). O agente também faz scans autenticados por SNMP nos dispositivos da LAN (veja Auditoria SNMP).
Privacidade: credenciais nunca voltam para o navegador nem aparecem em logs — só são descriptografadas no momento do scan.
Agendamento
Qualquer alvo pode ter scans recorrentes (diário, semanal ou mensal), no horário que você definir. Os scans agendados rodam automaticamente e mantêm a cobertura sempre atual — útil para acompanhar a postura e disparar a verificação automática de correções (veja verify-on-rescan).
Agente local
O agente é um processo leve (Windows/Linux) que roda na sua rede e executa scans que o scanner público não alcança. Ele se registra, reivindica trabalhos da fila, executa localmente e envia apenas os resultados.
Instalação (Windows)
Em Agents, gere uma chave e rode no PowerShell como Administrador:
PS C:\> $env:CVESAFE_KEY="sat_..."; $env:CVESAFE_API="https://api.cvesafe.com/api/v1"; irm "https://app.cvesafe.com/agent/windows/install.ps1" | iex
O instalador registra um serviço em segundo plano (executa como SYSTEM), instala um ícone na bandeja e se mantém atualizado sozinho. Em Linux, use o comando install.sh mostrado na mesma tela.
O que o agente roda
- nmap (top 100 / full / UDP) — descoberta de portas e serviços. O agente auto-provisiona o nmap + Npcap no primeiro uso, se ainda não houver.
nmap_vuln— detecção de CVE por serviço/versão.lan_discovery— inventário da rede (veja abaixo).snmp_audit— enumeração SNMP autenticada de um device.host_audit— auditoria de postura da própria máquina.- nuclei e subdomain discovery — também rodam localmente.
Descoberta da LAN
Em Descoberta da LAN, selecione um agente e informe uma faixa (ex.: 192.168.0.0/24). O agente varre, identifica cada host vivo (SO, serviços, fabricante do MAC, descrição SNMP) e classifica o tipo de equipamento — roteador, switch, impressora, câmera IP, NAS, host Windows/Linux. Cada dispositivo é cadastrado como um ativo no inventário.
Enquanto a varredura roda, um painel de andamento mostra o estado em tempo real (na fila / aguardando agente / escaneando… / concluído com o nº de ativos) — a tela atualiza a cada poucos segundos.
O inventário é organizado por bloco de IP (sub-rede /24), com o tipo de cada equipamento. Para cada ativo você pode:
- Promover o host para um scan de CVE individual;
- Cadastrar SNMP e rodar a auditoria SNMP em profundidade.
E para varrer em lote: "Escanear CVEs na rede" roda a detecção de CVE em todo o range informado, e "Escanear CVEs do bloco" faz o mesmo só naquela sub-rede /24 — ambos via agente. Os resultados aparecem em Scans / Vulnerabilidades.
Auditoria SNMP
Para um ativo descoberto, cadastre a credencial SNMP (community, versão e porta) e clique em "Auditar SNMP". O agente usa essa credencial para enumerar o dispositivo em profundidade (interfaces, conexões, processos, software e serviços instalados) e ainda detecta community fraca/padrão (ex.: public), que é um achado de risco. A credencial trafega apenas pelo canal autenticado do agente.
Auditoria de host
Na tela Agents, o botão "Auditar host" roda uma auditoria de postura na máquina onde o agente está instalado (ele roda como SYSTEM, então enxerga a configuração protegida). Verifica, entre outros:
- Atualizações do Windows pendentes médio/alto
- SMBv1 habilitado (EternalBlue/WannaCry) alto
- RDP sem NLA (BlueKeep) alto
- Firewall, Defender/antivírus e assinaturas, BitLocker, UAC
- Autologon com senha em texto claro, contas locais fracas, Guest habilitado
Cada fraqueza vira uma finding e entra no fluxo de Issues, lado a lado com os resultados de rede.
Issues e ciclo de vida
Os findings de todos os scans de um alvo se consolidam em Issues de-duplicadas — o "o que corrigir". Cada issue tem status, responsável, histórico e contagem de ocorrências.
- De-duplicação por organização + alvo + engine + fingerprint (título normalizado + local).
- Verify-on-rescan — se um novo scan da mesma engine não vê mais a issue, ela é resolvida automaticamente. Se reaparecer, ela reabre.
- Estados: aberta, triada, em progresso, resolvida, falso-positivo (o falso-positivo é "pegajoso" e não reabre sozinho).
Priorização (EPSS / KEV)
Cada issue com CVE é enriquecida com:
- CVSS — severidade técnica.
- EPSS — probabilidade (0–100%) de exploração nos próximos 30 dias (FIRST).
- KEV — se o CVE está no catálogo de Known Exploited Vulnerabilities da CISA (explorado ativamente).
A combinação gera uma prioridade e uma nota A–F (0–10) por ativo e por grupo, para você focar nos poucos achados que realmente colocam você em risco — não em milhares de alertas.
Prova de posse
Antes de escanear um novo alvo externo cujo host é um domínio, a CVEsafe pede que você comprove que o controla — uma trava anti-abuso para que a plataforma não seja apontada a ativos que não são seus.
Abra "Verify to scan"
Na lista de Targets, um ativo externo não verificado mostra o selo "ownership unverified" e um botão Verify to scan.
Publique o registro DNS
Crie um registro TXT
_cvesafe-verify.<seu-host>com o valorcvesafe-site-verification=<token>mostrado no diálogo. O mesmo valor no registro TXT do apex (raiz) também funciona.Clique em "Verify now"
Nós consultamos o registro e, ao encontrá-lo, marcamos o alvo como verificado e liberamos o scan. Mudanças de DNS podem levar alguns minutos para propagar.
Isenções: alvos internos (via agente) são isentos — o agente já roda na sua rede autorizada. Alvos que são IP/CIDR literal não conseguem hospedar um TXT que controlam, então a verificação DNS não se aplica a eles. Alvos cadastrados antes deste recurso foram automaticamente herdados como verificados (grandfather), então nada que você já tinha fica bloqueado.
Postura e relatórios
O painel de Postura mostra abertas por severidade/prioridade, KEV em aberto, MTTR (tempo médio de remediação) e a tendência ao longo do tempo. O Command Center dá a visão consolidada por engine/superfície.
Relatórios: ao fim de um lote de scans, um relatório consolidado é enviado por e-mail (pode ser compartilhado com terceiros) e há exportação CSV para o seu pipeline. Formatos de download: um PDF travado (todos os planos) e um relatório Word (.docx) editável nos planos pagos. Para documentos mapeados a frameworks e consolidados, veja Entregáveis.
Entregáveis (compliance e proposta)
A seção Entregáveis (em Scan) gera documentos Word editáveis a partir dos seus dados — um recurso dos planos pagos:
- Relatórios de apoio à conformidade — mapeiam seus achados para as áreas de controle de ISO/IEC 27001, PCI DSS, LGPD, HIPAA e SOC 2. Cada relatório mostra uma visão de cobertura de controles (quais áreas têm lacunas), um resumo executivo e, por controle, os achados — e quantos nós eles afetam — que o tocam.
- Proposta técnica — um documento de pré-venda pronto para enviar, com marca própria, descrevendo as capacidades, a metodologia e os entregáveis da plataforma (não contém dados de scan). Útil para um MSP que se apresenta a um prospect sob a própria marca.
Observação: os relatórios de conformidade são material de apoio à decisão — ajudam o seu programa de conformidade, mas não são uma certificação, parecer de auditoria ou atestação formal de conformidade.
Equipe e acesso
Em Equipe (grupo Access control), o dono ou admin convida pessoas por e-mail para a mesma organização. Cada convite tem um papel e expira em 7 dias; o convidado define a própria senha ao aceitar.
- Papéis: Owner (tudo, inclusive billing e exclusão da org), Admin (gerencia alvos, scans, membros e integrações) e Member (roda scans e lê resultados).
- Limite de assentos por plano: o número de membros (incluindo convites pendentes) respeita o limite do plano; ao atingir o teto, novos convites são bloqueados — faça upgrade para convidar mais.
- Isolamento: cada membro só enxerga os dados da própria organização.
MFA e dispositivos confiáveis
O MFA (TOTP) é obrigatório. Após um login verificado, o dispositivo pode virar confiável e dispensar o MFA por um período. Em Dispositivos (Access control) você vê os dispositivos confiáveis (último IP/país, visto por último, expiração) e pode revogar qualquer um que não reconheça.
Cripto da autenticação: senhas são protegidas com Argon2id e os tokens de sessão assinados com HMAC-SHA-512 — primitivas simétricas resistentes a ataques quânticos; a troca de chaves pós-quântica fica na camada de TLS.
Auditoria
A Auditoria (em Access control, visível para donos e admins) é a trilha de atividade da sua organização — quem fez o quê, quando e de onde. Registra eventos como logins, scans iniciados, downloads e envios de relatório, criação/exclusão de alvos, convites e remoções de membros, mudanças de marca e de integrações.
Filtre por tipo de ação e período; cada entrada mostra o ator, a ação, detalhes, o endereço IP e a data/hora. A trilha é estritamente escopada à sua própria organização.
Console CLI
A CVEsafe traz um console de comandos embutido — abra pelo botão CLI no cabeçalho (ou tecle Ctrl/⌘ + `). Opere a plataforma digitando comandos em vez de clicar, no estilo FortiGate. Roda no seu navegador contra a mesma API da interface web, então respeita o seu papel e só acessa os dados da sua própria organização.
Digite help para a lista completa. Destaques:
whoami # usuário, org e papel atuais
go issues # pula para qualquer tela
target list
target add acme.com --kind website
scan engines # lista os engines disponíveis
scan run 12 --engine nmap_full
scan list --limit 20
issue list --severity high --open
issue resolve 1423
report 101 --pdf
agent list · org switch 2
Histórico de comandos com as setas para cima/baixo, Tab para completar um comando e Esc para fechar. Cada comando corresponde a uma ação que você também faz na interface — o conjunto de comandos cresce rumo à paridade total com a web.
Receitas (como fazer)
Fluxos prontos para as tarefas mais comuns.
Escanear um site protegido por login
Adicione o site como alvo
Em Alvos, adicione a URL (tipo
website).Configure a autenticação
No alvo, clique em Auth e informe a credencial (bearer token, cabeçalho, cookie ou basic). Veja Scans autenticados.
Rode a verificação
Em Rodar verificação, selecione "Análise passiva web" e/ou "Teste ativo web (SQLi, XSS)". A credencial é injetada automaticamente.
Inventariar a rede interna e escanear CVEs
Instale um agente
Em Agents, gere a chave e instale o agente na rede (veja Agente local).
Rode a descoberta
Em Descoberta da LAN, escolha o agente e a faixa (ex.:
192.168.0.0/24) e clique em Iniciar descoberta. Acompanhe o andamento ao vivo.Escaneie CVEs
Use "Escanear CVEs na rede" (range todo) ou "Escanear CVEs do bloco" por sub-rede. Para um device específico, cadastre SNMP e clique em Auditar SNMP.
Validar só o certificado TLS de um host
Adicione o host
Tipo
hostouwebsite.Selecione a verificação
Em Rodar verificação, marque apenas "Validação de certificado TLS" (e, se quiser, "Protocolos e cifras TLS fracos"). Inicie.
Levar vulnerabilidades para o ServiceNow
Conecte o ServiceNow
Em Integrações, informe a URL, o usuário (role
itil) e a senha; habilite e teste a conexão.Escolha o disparo
Ative o push automático acima de um limite de severidade, ou use o botão "→ ServiceNow" por vulnerabilidade. Veja ServiceNow.
ServiceNow (ITSM)
Em Integrações, conecte sua instância ServiceNow (URL, usuário com a role itil, senha — guardada criptografada). A integração é bidirecional:
- Push — abra a vulnerabilidade como um incident (manual por issue, ou automático acima de um limite de severidade). A severidade vira impact/urgency; o número/link do incident fica na issue.
- Resolver aqui → fecha lá — ao resolver a issue no CVEsafe, o incident é movido para Resolved.
- Fechar lá → resolve aqui — uma tarefa periódica (a cada 15 min) lê o estado do incident; se ele foi resolvido/fechado, a issue é resolvida automaticamente no CVEsafe.
Webhooks
Webhooks de saída enviam um POST JSON quando uma vulnerabilidade é aberta ou resolvida — para Slack, Jira, Zendesk, n8n, SOAR ou automações próprias. Cada endpoint tem um filtro de evento e um limite de severidade.
O corpo é assinado com HMAC-SHA256 usando o segredo do endpoint, no cabeçalho X-CVEsafe-Signature (e o tipo em X-CVEsafe-Event) — verifique a assinatura no receptor:
# pseudo-código de verificação
sig = "sha256=" + hmac_sha256(secret, corpo_bruto)
if sig == header["X-CVEsafe-Signature"]: # válido
Exemplo de payload (issue.opened):
{
"event": "issue.opened",
"organization_id": 1,
"issue": {
"id": 123, "title": "...", "severity": "high",
"cve_id": "CVE-2021-44228", "cvss_score": 10.0,
"epss_score": 0.97, "kev": true,
"priority": "urgent", "target": "10.0.0.50"
}
}
Marca própria (white-label)
Deixe o app com a cara da sua empresa — sem referências ao CVEsafe. Em Organização → White-label (dono/admin):
Ative
Ligue "Usar minha marca em vez da CVEsafe".
Envie o logo
Aparece no topo da barra lateral (PNG/JPG/WebP/SVG, até 1 MB).
Envie o favicon
O ícone da aba do navegador (PNG/ICO/SVG, quadrado 32×32 ou 64×64). Se não enviar, usa o logo.
Nome, cor, telefone e site
Nome de exibição (substitui "CVEsafe"), cor de destaque do tema, e telefone + site que aparecem no header superior.
Confira o Preview e salve
O preview mostra exatamente onde cada item aparece (header e barra lateral). Há também "Reset to default" para voltar à marca padrão.
O que dá para personalizar:
- Logo na barra lateral e nome no lugar de "CVEsafe".
- Favicon (ícone da aba) e título da aba do navegador.
- Cor de destaque do tema (botões, links, realces).
- Telefone e site da sua empresa no header superior.
- Domínio próprio (ex.:
app.suaempresa.com): adicione o domínio, crie o CNAME indicado (DNS-only), clique em Verify — a tela de login passa a carregar já com a sua marca. - E-mails com a sua marca: relatórios de scan, alertas e convites saem com o seu nome e logo.
Revenda (MSP/MSSP)
Uma empresa de segurança pode revender acessos para os seus clientes, cada um com login próprio e vendo só os próprios scans — todos com a marca da sua empresa (não a do cliente, não a CVEsafe).
Tenha o plano Professional
A revenda é liberada para contas Professional.
Configure sua marca
Faça o white-label acima — é essa marca que os clientes verão.
Crie o cliente
Em Organização → Clients, informe nome + e-mail do dono e escolha o perfil (plano). Você paga por assento conforme o plano escolhido; o cliente herda as limitações desse plano. O total e o custo por cliente aparecem na mesma tela.
O cliente acessa
Ele recebe um convite por e-mail, define a senha e entra no painel dele, já com a sua marca.
Abra/gerencie
O botão "Open" abre o painel daquele cliente (você volta pelo banner no topo). Dá para fazer upgrade/downgrade do plano de cada cliente quando quiser.
Segurança e privacidade
- Isolamento multi-tenant — cada organização só acessa os próprios dados; toda consulta é escopada por organização.
- Credenciais criptografadas — senha do ServiceNow e credenciais de scan autenticado são guardadas com criptografia simétrica (Fernet); nunca retornam ao cliente.
- Autenticação — login por JWT + MFA (TOTP) e dispositivos confiáveis.
- Canal do agente — máquina-a-máquina por token de agente; credenciais sensíveis (ex.: SNMP) trafegam só por esse canal.
- Autorização para scan — antes do primeiro scan você assina o Termo de Autorização e Responsabilidade (registrado com versão, hash do conteúdo, IP e data/hora), e registramos uma declaração de propriedade para cada alvo.
- Prova de posse — novos alvos externos de domínio precisam passar por um desafio DNS TXT que comprova o controle do ativo antes de poderem ser escaneados (alvos internos/agente são isentos).
- Travas anti-abuso — os alvos passam por uma denylist: endereços reservados e link-local (incluindo IPs de metadados de nuvem), faixas privadas/internas (permitidas apenas via agente na sua própria rede) e domínios restritos (governo, militar, nossa própria infraestrutura) são recusados.
- Trilha de auditoria — donos/admins têm uma Auditoria da atividade da organização (logins, scans, downloads, mudanças de membros e de configuração) com ator, IP e data/hora.
- Compromisso de confidencialidade — não acessamos, analisamos nem compartilhamos seus dados ou resultados de scan.
Planos e limites
Os planos (Free, Basic, Premium, Professional) definem cota mensal de scans, número de alvos e membros, retenção de dados e quais engines/recursos ficam disponíveis (ex.: agente interno e scans autenticados em planos superiores). Veja os detalhes em cvesafe.com/pricing.
Limites de intensidade anti-abuso. Para impedir que a plataforma seja usada para disparar scans em massa, cada plano também limita o quão forte você escaneia: scans simultâneos (em andamento ao mesmo tempo) e novos alvos por dia.
| Limite | Free | Basic | Premium | Professional |
|---|---|---|---|---|
| Scans simultâneos | 5 | 10 | 20 | 40 |
| Novos alvos / dia | 2 | 10 | 30 | 100 |
Ao atingir um limite você recebe uma mensagem clara; aguarde os scans em andamento terminarem (ou a janela diária renovar) ou faça upgrade do plano.
FAQ
Vocês guardam meus dados ou resultados?
Não acessamos, analisamos nem armazenamos seus dados ou resultados além do necessário para mostrá-los na sua conta. Seus alvos e achados são só seus.
Agente ou sem agente?
Ativos públicos não precisam de instalação. Para ativos acessíveis só dentro da sua rede, instale o agente — ele reivindica e executa esses scans localmente e devolve os achados.
Scan não autorizado é permitido?
Não. Você precisa ser dono do ativo ou ter autorização por escrito; registramos a declaração de propriedade de cada alvo.
Posso integrar com minhas ferramentas?
Sim — ServiceNow (bidirecional) e webhooks assinados para qualquer endpoint (Slack, Jira, Zendesk, SOAR, automações).